Canto Geral! nossas inspirações

O que é canto Geral?

“deixo claro que a firmeza do meu canto vem da certeza que tenho, de que o poder que cresce sobre a pobreza e faz dos fracos riqueza, foi que me fez cantador.” (Geraldo Vandré)

31 de março de 1964. Um silêncio autoritário cala as vozes mais brilhantes do país, vivia-se em constante tensão, tinham-se os passos vigiados e as consciências manipuladas. O canto se tornou uma forma de protesto e é aí que surge Geraldo Vandré, que fez da arte uma forma de fazer valer seu direito de cidadão livre diante da repressão. Nesse contexto, chega às lojas de disco o LP Canto Geral, onde os anos duros da ditadura ganham uma versão criticamente musicada. Canto Geral é a máxima da militância ideológica. Não só Geraldo Vandré, mas Pablo Neruda também teve seu “CANTO GERAL” transformado em poesia. Geraldo Vandré e Pablo Neruda se utilizavam desses meios (às vezes únicos) que possuíam para proclamarem seus ideais e denunciarem a realidade em que viviam.

sábado, 3 de abril de 2010

CinePsi apresenta ABRIL VERMELHO

Nesse mês os filmes do CinePsi serão relacionados a temática da questão da terra.

O ABRIL VERMELHO foi criado, pelo Movimento dos trabalhadores rurais Sem Terra, como forma de denunciar a desigualdade da questão da terra.

Após uma violenta repressão da polícia, no Massacre de Eldorado dos Carajás, que culminou da morte de 22 pessoas em 1996 em Belém, a situação desigual no campo ficou realmente exposta. Dessa forma, todo mês de Abril, o MST intensifica suas ações, ocupando terras improdutivas e/ou passíveis de reforma. Dá-se o nome de Abril Vermelho a esta movimentação.

O filme dessa Quarta (dia 07/04) será Narradores de Javé.

segunda-feira, 29 de março de 2010

CinePsi apresenta A Bela Junie | nesta quarta (31.03) | 12h | sala 07 da Clínica de Psicologia da UFPB



A BELA JUNIE

Sinopse: Junie (Léa Seydoux) é uma garota de 16 anos que se mudou após a morte de sua mãe. Ela passa a estudar na mesma turma que seu primo Matthias (Esteban Carvajal-Alegria) , que a apresenta aos demais colegas. Todos os garotos logo desejam sair com June, mas ela escolhe o mais calado de todos, Otto Clèves (Grégoire Leprince-Ringuet) . Porém logo Junie descobre o grande amor de sua vida: Nemours (Louis Garrel), seu professor de italiano.

Direção: Christophe Honoré Duração: 90 min

Reunião Presencial do Encontro Regional de Estudantes de Psicologia N/Ne | 18 a 20 de abril de 2010 | na UEPB (Campina Grande)




Nos dias 18, 19 e 20 de abril de 2010, será realizada reunião presencial do EREP N/NE. esta como objetivo planejar o VI EREP N/NE que acontecerá em outubro na Bahia.
Mais informações com Roberta Trindade e Rayanne Chagas ou no email coletivocantogeral@yahoogrupos.com.br; erepnone@yahoogrupos.com.br
PRTICIPE!

domingo, 28 de março de 2010

Vem aí a III Semana da Luta Antimanicomial | 18 a 20 de maio de 2010

A Luta Antimanicomial diz respeito a um movimento contra o
modelo de tratamento psiquiátrico hegemônico, de encarceramento e exclusão social das pessoas acometidas por transtornos mentais. Caminha-se no sentido de eliminar ou, ao menos, diminuir as internações em hospitais psiquiátricos, sob a perspectiva de um tratamento humanizado e que busque a ressocialização desse sujeito e a potencialização de suas capacidades. Hoje, através do CAPS (Centro de Atenção Psicossocial), que são unidades de serviço comunitário abertos, se realiza esse trabalho em rede, garantindo ao doente mental o respeito a seus direitos e a sua individualidade.
É nesse sentido que o Coletivo Canto Geral pretende realizar a III Semana da Luta Antimanicomial, comemorando o dia 18 de Maio (Dia Nacional da Luta Antimanicomial) e construindo espaços em que @s estudantes possam refletir e dialogar em torno das práticas em saúde mental, das concepções hegemônicas de “doença mental”/loucura” e o olhar que a nossa formação “acadêmica” tem direcionado a essas questões.

Por Cristiane Barbosa

CinePsi - Toda quarta-feira | 12h | Clínica de Psicologia - UFPB

CinePsi: diálogo entre psicologia e cinema

O “CinePsi” foi criado para funcionar como um espaço de formação fora da sala de aula, com o objetivo de levantar alguns questionamentos e reflexões sobre assuntos que permeiam tanto o campo da Psicologia como o do cinema, buscando a relação/diálogo que a arte cinematográfica pode travar com a realidade vivida no mundo. Entendemos que ver filmes é uma prática social tão importante quanto a leitura de obras literárias ou filosóficas, atuando na formação geral das pessoas. A partir de tal experiência, que teve seu início em Abril de 2007 na própria universidade, pudemos perceber que os debates organizados após cada sessão proporcionavam para @s estudantes uma nova relação com a experiência do assistir filmes, elevando as possibilidades de diálogo e de intervenção nos espaços em que vivem.

Por Pedro Felipe

O Ato Médico nos ata!

O Coletivo Canto Geral considera o Projeto de Lei do Senado, que define quais são as atividades privativas das médicas e médicos, um retrocesso aos avanços conquistados em benefício da saúde. Este projeto legitima às/aos profissionais da área de medicina o seu poder soberano sobre os demais agentes da equipe de saúde, ferindo os direitos adquiridos, a autonomia dos cinco milhões de profissionais de saúde, e fortalecendo a hierarquia historicamente estabelecida pela sociedade capitalista. Caberá às médicas e médicos o direito de realizar o diagnostico das doenças (nosológico) e a prescrição terapêutica (tipo de tratamento), sobrepondo-se aos encaminhamentos ou as decisões das/dos profissionais de saúde especializados para o tratamento da queixa em questão.
Não se pode deixar a cargo do médico e médicas a tarefa de decidir sobre o tratamento e cuidados em saúde. Ao definir o diagnóstico nosológico como prática exclusiva da profissão da medicina, coloca em risco a acessibilidade e realização de diagnóstico por outros profissionais de saúde, retirando a autonomia desses profissionais, subordinando suas ações ao médico, principalmente, diante de práticas mais emergenciais como consultas ou atendimentos terapêuticos.
Desta forma, os direitos conquistados por essas profissões do exercício daquilo que se dedicaram a estudar e que comprometeram a realizar vêem-se subjugado ao poder médico, que dará o veredito final sobre o que pode ou não ser feito no processo de cuidado com a saúde.
Entendemos que, muito além dos interesses das/dos profissionais que serão atingidos, deve se defender também os direitos da população, principalmente da classe trabalhadora, que é sempre deixada à margem nessa sociedade excludente. A nossa luta é a favor do acesso universal no sistema de saúde, com atendimento qualificado e condições estruturais de funcionamento adequadas para benefício da saúde como garantias básicas para o cidadão que mais necessita de tais políticas públicas.
Convocamos as estudantes e os estudantes, bem como as/os profissionais e toda a população para permanecerem na luta em defesa da autonomia das e dos trabalhadores da área de saúde e, principalmente, pelo compromisso que devemos à sociedade. Acreditamos também na importância da mobilização da classe trabalhadora, pois são estes que mais serão atingidos por essa crescente precarização da saúde pública.